FAB deve resgatar mais 17 brasileiros no Suriname na quarta

Cinco deles estão feridos; segundo padre que auxiliou resgate, ao menos sete brasileiros estão desaparecidos

Agência Brasil,

29 de dezembro de 2009 | 19h16

Veículos e construções incendiadas em represália pelos surinameses. Foto: Hugo Den Boer/Reuters  

 

BRASÍLIA - Um segundo avião da Força Aérea Brasileira (FAB) chegará na quarta-feira, 30 a Paramaribo, capital do Suriname, para buscar 17 brasileiros feridos e outros interessados em deixar o país. O horário de partida da aeronave será definido até a manhã desta quarta-feira (30). Há seis dias, brasileiros que vivem no Suriname sofreram uma ataque, que deixou 25 feridos.

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O padre José Virgílio da Silva, que dirige a rádio Katólica do Suriname e deu assistência aos brasileiros vítimas do ataque, afirmou que há pelo menos sete desaparecidos - inclusive brasileiros. De acordo com relatos de brasileiros que moram no Suriname, quilombolas surinameses teriam matado e jogado os corpos das vítimas nos rios e matas da região.

Na relação dos brasileiros que deixarão o Suriname estão os cinco feridos que ainda estão hospitalizados - inclusive um homem com risco de amputação de um dos braços em decorrência de cortes provocados por facão e outro que está com ferimentos graves na mandíbula.

O ministro interino de Relações Exteriores, Antônio Patriota, não rebateu as informações, mas optou pela cautela. "Não estou afirmando que não haja desaparecidos. Estamos observando as informações com cautela. Até o momento, não houve comprovação sobre os desaparecidos".

 

Patriota, afastou hoje a possibilidade de novos ataques contra brasileiros na região. Segundo ele, o governo surinamês intensificou a segurança e garantiu que o ataque na véspera de Natal foi um "ato isolado".

Também seguirão para Paramaribo uma funcionária da Secretaria Especial de Atenção à Mulher, para dar assistência às brasileiras vítimas de violência, e uma diplomata especializada em temas consulares.

 

O ministro confirmou ainda que de 10 a 20 mulheres - entre brasileiras e estrangeiras - foram vítimas de estupro na noite do último dia 24, quando quilombolas surinameses, chamados de "marrons", atacaram cerca de 200 brasileiros e chineses que viviam na região de Albina, a 150 quilômetros de Paramaribo.

 

 

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