Alex Silva/AE
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Eymael defende redução do ISS de 5% para 2%

Segundo candidato, principal ponto de sua de seu programa é tratar SP como uma nação

Guilherme Waltenberg, de O Estado de S. Paulo

24 de agosto de 2012 | 18h54

Na contramão do discurso de alguns candidatos deste pleito, que pregam a redução de impostos na periferia para incentivar a migração de postos de trabalho para essas regiões, o candidato do PSDC à Prefeitura de São Paulo, José Maria Eymael, defendeu a redução do Imposto Sobre Serviços (ISS) de 5% para 2% na cidade inteira. "Hoje em dia há uma fuga dos prestadores de serviço de São Paulo para outras cidades na região que cobram 2%", comentou.

Na opinião do candidato, mesmo com essa redução de impostos, é possível dobrar a arrecadação de ISS pela Prefeitura no prazo de dois anos. "Nosso pessoal (do partido) ligado à área tributária fez estudos. Muitos desses prestadores de serviços (que declaram impostos em outras cidades) se regularizariam em São Paulo", assegurou.

Eymael explicou que o ponto principal de seu programa de governo para a cidade será tratar São Paulo como uma nação. "Cada bairro é uma cidade, cada região um Estado e a cidade, um nação", detalhou. Para ele, a espinha dorsal dessa "nação" é o funcionalismo público que, na sua análise, deveria ter mais penetração na gestão política e prometeu mudanças se for eleito em outubro.

Na área da saúde, o candidato afirmou que irá priorizar a prevenção nos postos de saúde. "Saúde será inteligente, tem que chegar antes da doença. Isso traz dois ganhos: economia de recursos que podem ser investidos na saúde, e (mais) qualidade de vida", destacou.

Sua ideia para o transporte em São Paulo engloba uma ação conjunta de ampliação da rede de metrôs e corredores de ônibus, além de recuperação da malha de trens. Ele também defendeu a manutenção da inspeção veicular, mas propôs que ela fosse realizada por uma empresa pública, em parceria com o governo do Estado. "Deveria ser cobrada uma taxa menor", comentou.

Ele também propôs criar uma Secretaria da Família, que seria um "formulador de políticas" das outras secretarias. "Seria inspirado nos ministérios da família de outros países".

Instado a responder que partido apoiaria num eventual segundo turno que não contasse com a sua presença, o candidato disse apenas que historicamente, pelas conquistas, "(temos) afinidade com o PT".

O candidato, que concorre à Prefeitura pela terceira vez - em 1985 e 1990 também disputou - foi o sétimo entrevistado da série Entrevistas Estadão. Na segunda-feira, o entrevistado será o candidato do PMDB, Gabriel Chalita. A entrevista poderá ser acompanha pelo site do Estadão à partir das 15h.

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