Alex Silva/AE
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Eymael dá nota 3 para gestão de Kassab

Candidato afirmou ser contra o aborto e disse que conceito familiar envolve somente homem e mulher, mas respeita união homoafetiva

Cristiane Salgado Nunes - O Estado de S. Paulo,

24 de agosto de 2012 | 16h20

O Entrevistas Estadão recebeu nesta sexta-feira, 24, o candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSDC, José Maria Eymael, que além de dar uma palhinha de seu famoso jingle "Ey Ey Eymael", afirmou que a gestão do prefeito Gilberto Kassab merece nota 3, e avaliou que a capital paulista ainda não está preparada para receber a Copa Mundial em 2014. "A primeira coisa a fazer é conversar com governador e a presidente Dilma. Não há uma integração da prefeitura com o governo estadual e federal", afirmou.

O candidato declarou ser contra o aborto, mas defende em casos de fetos anencéfalos. Quanto à questão da união homoafetiva, Eymael disse respeitar, porém, em sua visão, a instituição familiar é somente entre homem e mulher. "É preciso fazer uma distinção entre qualquer união estável e a união familiar".

Quando questionado se seu partido (Partido Social Democrata Cristão) tinha compromissos com a religião, Eymael falou que, apesar de ser católico, "a democracia cristã não tem vínculos com a religião, apenas com os ideais do cristianismo, não se discute religião na democracia cristã".

Propostas. Para superar o pouco tempo eleitoral que possui no rádio e na TV, o candidato falou que o eleitor vai poder conversar com ele ao vivo pelo Facebook e conhecer melhor seu programa de governo: "Nessa eleição de 2012 estão se abrindo mais oportunidades. Estamos enfrentando a desigualdade do tempo do rádio e da TV com inovação".

Na área do transporte, Eymael propôs criar mais corredores de ônibus, ampliar a rede metroviária e recuperar as malhas de trens. A respeito da inspeção veicular, o candidato disse é importante, mas deveria ser realizada por uma empresa pública, e não uma privada. "Deveria ser cobrada uma taxa menor", comentou.

Eymael disse que, se eleito, pretende reduzir o imposto sobre prestação de serviços de 5% para 2% e, ao mesmo tempo, duplicar a arrecadação em 2 anos: "Há uma fuga dos prestadores de serviço de São Paulo".

Na questão das drogas, o entrevistado afirmou que é um assunto que envolve saúde e segurança: "É preciso focar no traficante e ter maior estrutura no tratamento contra a dependência".

2ª turno. Caso não consiga concorrer no segundo turno, o candidato declarou que possui uma "afinidade maior com o PT".

Próximos entrevistados. Na segunda-feira, 27, será entrevistado Gabriel Chalita (PMDB) e na terça-feira, 28, Soninha Francine (PPS).

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