Extinção da verba indenizatória não está na pauta da Câmara

A informação é do presidente da Casa Arlindo Chinaglia; Senado divulgará prestação de contas de verba

Agência Brasil

08 de novembro de 2007 | 20h15

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta quinta-feira, 8,  que ainda não foi procurado pelo presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), para tratar da extinção da verba indenizatória dos parlamentares. O dinheiro é pago aos senadores e deputados para custear despesas com viagens ao Estado de origem e do gabinete, também no Estado. Os parlamentares recebem mensalmente R$ 15 mil de verba indenizatória.     Chinaglia disse que o debate sobre a extinção da verba indenizatória não está "no horizonte" da Câmara. "Não falamos a respeito. Isto não está na pauta da Câmara", afirmou.   Veja Também:   Senado divulgará prestação de contas de verba indenizatória   Viana disse que a Mesa Diretora do Senado decidiu iniciar o debate sobre a extinção da verba indenizatória e que ele iria procurar Chinaglia para que as mesas diretoras das duas Casas discutissem a questão em uma reunião.     O Senado decidiu,  na última quarta, publicar na página da instituição na Internet a prestação de contas da verba indenizatória de R$ 15 mil que cada senador recebe mensalmente.   Questionados sobre o assunto, líderes partidários na Câmara dos Deputados se mostraram favoráveis à manutenção da verba indenizatória. O vice-líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), afirmou que é contrário à extinção da verba indenizatória.   "Nós temos duas questões totalmente separadas. O subsídio de um parlamentar é o salário que ele recebe pelo seu trabalho. A verba indenizatória é usada para arcar com despesas do exercício do mandato", argumentou.   O líder do DEM,Onyz Lorenzoni (RS), defendeu a verba indenizatória porque considera importante para ajudar no trabalho que os deputados fazem nos seus estados.   "Num País que é uma federação, não há como um parlamentar fazer política no Estado se não houver estrutura", disse.

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