Expulsão é reação exagerada, diz Federação Internacional dos Jornalistas

A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), com sede em Bruxelas, qualificou a decisão do governo brasileiro de expulsar o jornalista do New York Times de "reação exagerada e petulante". Em nota, a FIJ, que é a maior organização internacional de jornalistas, com cerca de 550 mil associados em 110 países, pediu ao governo brasileiro que reconsidere sua sua decisão de cancelar o visto do correpondente do diário norte-americano no Brasil, Larry Rohter."A expulsão seria cruel e representaria uma reação exagerada e petulante", disse o secretário geral da FIJ, Aidan White. "Isso é um assunto relacionado com a honra do presidente e pode ser propriamente tratado através de meios profissionais." Segundo ele, uma resposta oficial à reportagem, e não uma ação punitiva contra o repórter, seria a medida apropriada. A FIJ observou que o presidente Lula está avaliando a possibilidade de mover uma ação legal contra o New York Times e solicitou à sua afiliada no Brasil, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) para investigar o caso. "Há uma grande simpatia e apoio ao estimulante processo democrático que o presidente Lula embarcou", disse White. "Seria uma grande pena que, ao reagir exageradamente a esse incidente, surgisse uma sugestão de censura e perseguição de um jornalista por um governo democrático."A FIJ observa que a reportagem de Rohter, "um veterano correspondente que é casado com uma brasileira" causou controvérsia, mas "que o problema deveria ser resolvido através de diálogo profissional, não com a expulsão do País". Segundo a entidade, se há um caso de conduta não ética contra o repórter, "isso deveria ser testado da maneira profissional apropriada".

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