Explosão do silo no Porto de Paranaguá fere 18

A explosão de um dos maiores armazéns de cereais em Paranaguá paralisou o corredor de exportações do porto durante a tarde de hoje. A previsão era de retorno às atividades no fim da noite ou apenas amanhã de manhã. Dezoito pessoas ficaram feridas. A explosão ocorreu por volta do meio-dia, o que evitou uma tragédia, pois muitos funcionários da CBL Coinbra, onde ela ocorreu, e de outras empresas estavam almoçando. O silo, com mais de 10 mil metros quadrados, ficava perto da entrada do cais. A explosão arremessou vagões de trens sobre outros armazéns. Entre os feriados, Paulo Cesar Cunha Gomes teve queimaduras graves e Monclá Santos de Souza, fratura exposta no fêmur.O comandante do Corpo de Bombeiros, capitão Luiz Henrique Pombo do Nascimento, disse que o armazém estava sendo carregado com milho. Dentro do silo, o produto levanta uma poeira que é altamente explosiva. Tendo uma fonte de ignição, pode haver uma explosão. "O que não sabemos ainda é qual foi essa fonte." A polícia técnica deve analisar o que restou do silo para determinar a causa da explosão. Os bombeiros tiveram muito trabalho para debelar os focos de incêndio que ameaçavam se propagar pelas correias que ligam o silo a os outros armazéns no corredor de exportação do Porto de Paranaguá. Para evitar mais acidentes, o capitão determinou a paralisação dos trabalhos no terminal. "O local é de difícil acesso e a explosão danificou muitas áreas da ala de exportação."

Agencia Estado,

16 de novembro de 2001 | 20h57

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