Expedição investiga duas mortes por índios isolados

Grupo de 11 pessoas subirá pelos próximos dois dias o rio Boia, no sudoeste do Amazonas

Roberto Almeida, enviado especial ,

22 de dezembro de 2009 | 16h28

Integrante da expedição atravessa igarapé passando por uma pinguela. Foto: JF Diório/AE

A expedição da Frente Etnoambiental do Vale do Javari, realizada pela Funai em parceria com o Centro de Trabalho Indigenista, iniciou nesta terça-feira (22) sua segunda incursão na floresta amazônica.

Um grupo de 11 pessoas subirá pelos próximos dois dias o rio Boia, no sudoeste do Amazonas, para investigar as razões de duas mortes ocorridas em 2004 e 2008. Relatos apontam para a ação de índios isolados, não-contactados.

Uma mulher, esposa de um conhecido morador da região, e uma criança, filha de madeireiros, teriam morrido após confronto entre os índios e moradores da região, que fica no limite da Terra Indígena Vale do Javari.

Guisado de macaco, o "café da manhã" da expedição no rio Boia. Foto: JF Diório/AE

“O limite da terra indígena, quando foi demarcada, passou por cima de varadouros dos isolados e de malocas. E não se sabe até hoje qual é a área de ocupação deles”, explicou o indigenista Rieli Franciscato, chefe da expedição.

A equipe da Funai percorrerá na mata um trecho de 10 a 15 quilômetros nessa área para verificar se há indícios de perambulação da tribo fora dos limites legais da terra indígena. O objetivo é fazer registros fotográficos dos supostos vestígios e catalogar os sinais encontrados.

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A expedição terá duração de 10 a 15 dias, mas não há previsão exata de retorno. Todo o processo será acompanhado por uma equipe de reportagem do jornal O Estado de S.Paulo e publicado assim que os trabalhos terminarem no especial Na Trilha dos Isolados, no portal estadao.com.br.

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