Expectativa no Senado com acareação

O Senado vive hoje um clima de expectativa que antecede a acareação entre os senadores Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), José Roberto Arruda (sem partido-DF) e a ex-diretora do Prodasen, Regina Célia Borges, marcada para às 14h30 de amanhã no Conselho de Ética. Será, portanto, um dia de muitas conversas políticas. Além de organizar o esquema de amanhã, um fato inédito na história do Senado, o senador Ramez Tebet (PMDB-MS), que preside o Conselho, deve procurar também integrantes da Mesa-Diretora do Senado para discutir o destino da investigação sobre a violação do painel eletrônico. Caso o relatório do senador Roberto Saturnino (PSB-RJ), previsto para ser votado no próximo dia 10, recomende a perda de mandato dos dois senadores, será preciso definir o rito antes da abertura do processo. Tanto o senador Arruda quanto ACM passaram o feriado de ontem em consultas a assessores e advogados. Nenhum dos dois aceita a alternativa de renúncia dos mandatos, apesar das pressões políticas. Ambos vão aguardar o resultado da acareação e esgotar todos os prazos no Conselho de Ética para avaliar os próximos passos. Ainda nesta quarta-feira, os líderes dos partidos de oposição vão se reunir para definir se formalizam agora ou não o requerimento da CPI da Corrupção na Mesa do Congresso.Eles vão decidir se, estrategicamente, é melhor esperar os desdobramentos da acareação ou oficializar o requerimento antes que o Palácio do Planalto decida fazer pressões para a retirada de assinaturas. Na tentativa de dar normalidade à Câmara, mostrando que a crise estaria restrita ao Senado, o deputado Aécio Neves (PSDB-MG) pretende votar esta semana os dois projetos que estão com urgência constitucional e estão trancando a pauta. São propostas que alteram os Códigos Penal e de Processo Penal. Aécio quer apreciá-los para iniciar a votação da proposta de emenda constitucional (PEC) que limita o uso de medidas provisórias pelo governo. No plenário do Senado, está em discussão uma PEC que estabelece a renúncia dos governadores, prefeitos e do Presidente da República que querem disputar a reeleição. Por ser uma matéria polêmica, os senadores não apostam em sua votação por conta do clima de turbulência política.

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