DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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Exonerações não devem atingir todos os ministérios do governo federal

Ministro da Saúde e ministro da Secretaria-Geral afirmaram que não pretendem seguir exemplo do ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni, que demitiu mais de 300 pessoas

Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

03 de janeiro de 2019 | 21h08

BRASÍLIA - Nem todos os ministérios vão exonerar funcionários que ocupam cargos comissionados, muitos deles indicados nos governos dos ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar da recomendação do Palácio do Planalto nesta quinta-feira, 3, para que as pastas sigam o "exemplo" da Casa Civil, que dispensou 320 funcionários para fazer uma espécie de triagem, a avaliação de alguns núcleos de governo é de que a medida poderia paralisar a máquina pública.

"Na Saúde é um pouco mais complicado. Às vezes você tira uma peça e gera desassistência na outra ponta", disse o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. 

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, afirmou, por sua vez, que, em princípio, não planejava exonerar ninguém. "Estou até procurando petistas para contratar", brincou ele. Depois, sem usar termos como "exoneração" ou "dispensa", assegurou que haverá, sim, "alterações" na equipe. "É preciso que funcionários do Palácio estejam alinhados com as diretrizes do novo governo. Isso é natural", comentou Bebianno.

Onyx chegou a afirmar que a intenção era "despetizar o Brasil". A relação nominal das dispensas deve ser publicada nos próximos dias. O ministro explicou que ainda fará uma espécie de chamada oral para saber como cada um dos ocupantes dos cargos chegou ao governo. Onyx negou, porém, que a prática seja uma caça às bruxas ideológica.

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