Exército tem curso sobre armas químicas e biológicas

Oficiais e sargentos do Exército brasileiro contam com um curso de defesa química, biológica e nuclear, dado pela Escola de Instrução Especializada do Exército, no Rio de Janeiro. Os formandos deste ano estiveram hoje visitando a sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo. A visita faz parte da rotina da especialização dos oficiais e sargentos. "É onde eles tomam contato com o que estão vendo no curso, vêem como o material é feito, o que podem produzir", explicou o instrutor-chefe do curso, major Wladimir Lima Tavares de Lyra, durante a visita. Segundo o major, o curso não é voltado para preparar os militares para eventuais ataques terroristas, apesar de lidar com a defesa de armas que são comumente associadas ao terrorismo. Segundo ele, é o único curso no Brasil que prepara militares para lidar com esse tipo de armamento. "Nossa missão é formar alunos para a defesa. Não somos especializados em terrorismo", explicou. O curso também não é voltado para formar pessoas que possam fabricar armas químicas, biológicas ou nucleares, uma vez que o Brasil é assinante do tratado internacional de não proliferação desse tipo de armamento.A Escola de Instrução Especializada é subordinada à Diretoria de Especialização e Extensão do Exército. O curso de defesa química, biológica e nuclear é apenas um dos vários dados pelo Exército a seus integrantes. Entre eles, há cursos e estágios voltados para equipamento de engenharia, observação aérea, análise de imagens, administração militar, formação de topografia, e estágio em emprego de minas, entre outros. Alguns são cursados apenas por oficiais e outros somente por sargentos. Um dos trabalhos de destaque dos especialistas do curso de defesa foi no acidente do Césio 137, em Goiânia. Eles contribuíram para o trabalho de descontaminação das áreas afetadas pelo elemento nuclear, trabalhando junto com a Companhia de Defesa Química, Biológica e Nuclear. Oficiais e sargentos podem fazer o curso de defesa química, biológica e nuclear. Ele é anual, mas há um revezamento: em um ano é formada uma turma de oficiais, em outro, de sargentos. Eles são preparados para se defender se forem atacados por armas químicas, ou ainda defender a população, caso seja feito um ataque ao Brasil, assessorando órgãos da Defesa Civil quanto à conduta da população. Neste ano o curso se encerra no dia 5 de outubro, formando 11 alunos, todos oficiais, sendo apenas um civil - um policial federal -, o primeiro a fazer o curso. Ele dura 17 semanas para oficiais e 10 semanas para sargentos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.