Exército se une à Aeronáutica e Marinha e pede aumento

Depois de a Aeronáutica e a Marinha terem se queixado dos baixos vencimentos dos militares nas Forças Armadas, nesta segunda-feira foi a vez de o comandante do Exército, general Francisco Albuquerque, distribuir um Informativo interno (Informex) falando da defasagem salarial, aumentando a pressão do setor sobre o governo. No informativo, o general esclarece que há mais de um ano havia levado essa preocupação ao ministro da Defesa, José Viegas, que, na semana passada, a transmitiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No encontro, Viegas recebeu a promessa de que algum tipo de aumento será dado este ano, podendo chegar a 10%. Os militares pedem reajuste de 30%.Diante das recentes manifestações promovidas pelos familiares dos militares e tentando evitar que outras surjam, o general Albuquerque "recomenda, com veemência" aos seus subordinados, que sigam os exemplos de hierarquia e disciplina à risca, lembrando que "naqueles princípios e na lealdade recíproca se sustentam a grandeza e a perenidade da Instituição".Na nota do Exército, o general Albuquerque explica aos comandados que compete ao ministro da Defesa tratar da questão. O general informa que, em portaria de 19 de junho de 2003, foi nomeada uma comissão, no Ministério da Defesa, incluindo representantes das três Forças, para analisar o problema. A comissão formulou uma proposta com três linhas de ação: reajuste linear de 35,4%, baseado em índice de inflação no período de janeiro de 2001 a dezembro de 2003; equiparação dos soldos dos militares aos valores pagos a servidores civis da administração pública federal; e revisão do percentual do adicional militar, parcela que compõe a remuneração dos militares - reajuste médio de 28,47%.Não há previsão de quando haverá uma decisão em relação ao assunto. O Ministério do Planejamento está estudando a questão, mas não há recursos no orçamento previsto para o aumento que significará um impacto anual da ordem de R$ 2,3 bilhões, se forem concedidos os cerca de 10%. Este valor corresponderia à reposição das perdas de 2003 para os quase 600 mil militares da ativa, da reserva e os pensionistas.

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