Exército diz que acompanha os passos do MST

O Comandante do Exército, general Gleuber Vieira, afirmou nesta terça-feira que enquanto o MST ? Movimento dos Trabalhadores Sem Terra abrigar elementos que agem aoarrepio da lei e ameaçam a ordem, os órgãos de inteligência do Exército terão de acompanhar os seuspassos. Segundo o general, esse acompanhamento não se faz exclusivamente com o MST, mas com qualquer segmento querepresente ameaça à ordem.?Quando a situação se agrava, cai no colo das Forças Armadas?, justificou ocomandante do Exército, referindo-se às convocações do militares para garantir a lei e a ordem.As afirmações do general Gleuber foram feitas nesta terça na comissão de Relações Exteriores e DefesaNacional do Senado, onde ele esteve presente ao lado ministro da Defesa, Geraldo Quintão, e dos demaiscomandantes das forças.O ministro Quintão foi convidado para explicar o processo de escolha dos aviõesque serão comprados pela Aeronáutica para substituir os Mirage.Quintão assegurou que a empresaescolhida será obrigada a transferir tecnologia ao Brasil e apresentar compensações ao País, tudogarantido explicitamente nos contratos.Ele informou ainda que a escolha do avião será feita pelo Conselhode Defesa Nacional.Pela primeira vez, o comandante do Exército deu explicações sobre os documentos recolhidos emuma casa da força em Marabá, no Pará, quando procuradores estavam em busca de informações sobre oscorpos dos mortos na Guerrilha do Araguaia.Classificou a ação do Ministério Público como um ?assalto? àsinstalações do Exército, levando documentos secretos que não poderiam ter saído daquela unidade ejustificou a linguagem utilizada em relação ao MST.?MST não é uma força adversa?, explicou o general, ressalvando no entanto que, alguns integrantes domovimento agem de forma ilegal, levando ?potencial perigo à manutenção da lei e da ordem?.Depois defalar da importância da inteligência para prevenir as ações de governo, como no caso da última greve dasPolícias Militares da Bahia e de Tocantins, o general listou 14 ações do MST que indicavam ?potenciaisameaças? ao estado de direito previsto na Constituição.?O MST não é o único alvo, e os serviços deinteligência existem para evitar que se chegue aos momentos de crise.?O comandante do Exércitoassegurou também que todas as atividades dos órgãos de inteligência da força ?não têm qualquerconotação ideológica ou político-partidária?.?Quero isso afastado do Exército porque seria trair a finalidadeda atividade?, declarou o general aos senadores. O general argumentou ainda que o documento recolhido na casa do Exército em Marabá era de 1987,portanto, anterior a atual Constituição.Informou ainda que a partir da década de 90 o sistema de inteligênciado Exército ?sofreu franca mudança de direção, como modernização de meios, de doutrina, commentalidade arejada e compatível com o nosso tempo e a nossa Constituição?.Ele admite que errospossam ter sido cometidos ? ?não nos consideramos perfeitos? - mas garantiu que, se eles existiram, estãosendo corrigidos.

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