Exército deseja que todos encontrem restos mortais dos parentes

O comandante do Exército, general Francisco Albuquerque, disse hoje que não há resistência à abertura dos arquivos da ditadura e que "deseja que todos encontrem os restos mortais dos seus parentes porque isso é humano". Ele garantiu que não existem documentos sobre a Guerrilha do Araguaia nos arquivos, mas que os documentos referentes a outros períodos do regime militar serão colocados à disposição quando for possível.As declarações foram dadas ao final da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao 32º Grupo de Artilharia de Campanha, em Brasília, onde foi conhecer o projeto Soldado Cidadão. O general exaltou a importância do projeto e disse que está olhando para frente. "O nosso objetivo é o Brasil", disse. O presidente permaneceu durante 3 horas visitando unidades militares do Exército, almoçou em um bandejão e disse que o Soldado Cidadão é realização de um sonho. Lula disse que fez questão de criar este projeto por entender que era necessário dar uma chance aos jovens mais pobres. O presidente afirmou ter saído realizado do quartel ao ver os benefícios do projeto, que não dá só orientação profissional mas forma cidadãos. "Nós não iremos construir uma sociedade dos nossos sonhos se as pessoas não aprenderem a gostar do Brasil e é por isso que falamos tanto em auto-estima", disse.O presidente defendeu que o refrão da canção do Exército seja o lema predominante "na nossa cabeça se quisermos construir uma Nação forte, soberana, respeitável com homens bem formados e bem mais brasileiros que as gerações anteriores". Ele se referia ao trecho que diz "a paz queremos com fervor. A guerra só nos causa dor. Porém se a Pátria amada for um dia ultrajada lutaremos sem temor". Para o presidente, este refrão deve ser a marca para qualquer ser humano.

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