Oficial Kremlin/PR
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Exército Brasileiro minimiza risco de conflito entre Rússia e Ucrânia

Em artigo publicado no dia do encontro de Jair Bolsonaro com Vladimir Putin, a corporação avalia a importância da Ucrânia para a Rússia; tensão no leste da Europa fez Joe Biden convocar reunião de emergência

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2022 | 12h19

O blog oficial do Exército Brasileiro publicou nesta quarta-feira, 16, um artigo minimizando a possibilidade de um ataque russo à Ucrânia, no momento em que líderes ocidentais convocam uma nova reunião de emergência para discutir esforços diplomáticos que atenuem a tensão bélica entre Rússia e Ucrânia. A iminência de um conflito tem mobilizado os países-membros da Otan, aliança militar à qual os ucranianos pretendem se juntar, e mantido em alerta a comunidade internacional. 

Assinado pelo tenente coronel Anselmo de Oliveira Rodrigues, o artigo afasta a possibilidade de haver uma guerra. “Acompanhando a evolução dos acontecimentos, visualizo que a probabilidade de ocorrer um conflito bélico é pequeno”, escreveu o militar. Mais cedo esta semana, o presidente Jair Bolsonaro esteve na Rússia, mesmo sob protestos de que sua presença poderia dar a falsa impressão de apoio a um lado em um eventual confronto. 

O chefe do Executivo foi criticado por manter a viagem oficial no momento em que a Rússia protagoniza a escalada de tensão. Analistas temem que a visita ao país de Vladimir Putin não seja bem interpretada pelos Estados Unidos, que ameaçou impor sanções ao país europeu caso o conflito avance.

Nesta quinta-feira, o Departamento de Estado dos Estados Unidos criticou a manifestação de solidariedade à Rússia feita pelo presidente brasileiro. "O momento em que o presidente do Brasil se solidarizou com a Rússia, quando as forças russas estão se preparando para potencialmente lançar ataques a cidades ucranianas, não poderia ter sido pior. Isso mina a diplomacia internacional destinada a evitar um desastre estratégico e humanitário, bem como os próprios apelos do Brasil por uma solução pacífica para a crise", disse um porta-voz do Departamento de Estado, em nota. 

O presidente dos EUA, Joe Biden, convocou outros líderes ocidentais para uma conversa sobre a crise na Ucrânia nesta sexta-feira. A Casa Branca vai realizar uma ligação entre Biden e o presidente francês Emmanuel Macron, o chanceler alemão Olaf Scholz e o primeiro-ministro britânico Boris Johnson – durante a qual o acúmulo militar de soldados e armamentos russos na fronteira com a Ucrânia vai ser discutido. Biden disse a repórteres que a ameaça de uma nova invasão permanece “muito alta” e um ataque russo pode acontecer nos “próximos dias”.

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