Exército anuncia fim da greve; PM nega

O Exército anunciou na noite desta quarta-feira o fim da greve de 11 dias dos policiais militares de Palmas, mas os manifestantes não confirmaram. Eles não tinham retorno sobre o atendimento das reivindicações, reajuste salarial e garantias de que os 13 PMs líderes do movimento não seriam presos. Um ônibus e várias viaturas estavam perto do 1º BPM, suspostamente para transportar os grevistas.À tarde o governador de Tocantins, Siqueira Campos (PFL), convocou uma entrevista coletiva no Palácio Araguaia. Mas o assunto era outro. Campos queria anunciar aumento para os servidores da Educação. Ele falou pouco sobre a greve, afirmando que a Polícia Militar foi a categoria que mais recebeu aumentos em seu governo. O outro assunto levantado por Siqueira Campos foi a derrota do Vasco para o Flamengo, domingo.Os PMs amotinados colocaram uma viatura na frente do portão de entrada do 1º BPM para impedir a aproximação de veículos. As mulheres e crianças também estavam na linha de frente, rezando. Segundo o sargento Emanuel Aragão Silva, um dos líderes do movimento, a greve continua.Do lado de fora do quartel a movimentação ficava por conta de jornalistas, já que ninguém foi autorizado pelo comando de greve a se ausentar do quartel. Os carros de combate do Exército também mantinham suas posições, mas os soldados pareciam mais relaxados do que à tarde, quando a situação era tensa.A pelo menos um quilômetro do 1º BPM, manifestantes ligados a partidos políticos de oposição e sindicatos mantinham carros de som e gritavam palavras de ordem contra Siqueira Campos. Homens da Polícia do Exército ficaram em posição de confronto, com escudos e cassetetes, mas não chegaram a agir.

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