Exército abre base no Araguaia para busca por ossadas

Pela primeira vez desde o final da Guerrilha do Araguaia, em 1975, o Exército abre hoje uma base militar em atividade para o reconhecimento de locais de sepultamento de ossadas de integrantes do movimento de resistência à ditadura militar ocorrido no sul do Pará. Com apoio dos próprios militares, uma equipe de legistas estará hoje na Base de Treinamento Cabo Rosa, a cerca de dez quilômetros do centro de Marabá. A expedição é a primeira de uma série que vai se espalhar por 15 pontos da região do Araguaia definidos ontem.

AE, Agencia Estado

09 de julho de 2009 | 09h31

A operação de busca foi montada pelo Ministério da Defesa para cumprir uma decisão da juíza Solange Salgado, que cobrou da União a localização das ossadas de guerrilheiros. Chefiada pelo general Mário Lúcio Alves Araujo, a expedição irá mapear uma área de selva da base de treinamento. Para se chegar ao local, o grupo fará uma caminhada de uma hora e meia na floresta. O nome da base é uma homenagem ao cabo Odylio Rosa, morto pelo grupo do guerrilheiro Osvaldo Orlando Costa, o Osvaldão, em maio de 1972.

Ontem, o grupo de militares e legistas visitou as dependências da extinta Base Militar da Casa Azul, um complexo de 17 mil metros quadrados, em Marabá. Os legistas pretendem escavar, a partir de agosto, uma área nos fundos do comando da unidade. Também foram vistoriados três cemitérios oficiais e um clandestino no município. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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