Executiva estadual do PSDB manifesta apoio a Serra

A Executiva Estadual do PSDB pretende sinalizar, nesta quinta-feira, ao prefeito da capital paulista, José Serra, que ele terá todo o apoio para a disputa à sucessão ao governo do Estado de São Paulo. A visita que os integrantes da executiva farão a Serra está prevista para as 18h30, informam fontes tucanas. Na visita, os integrantes da Executiva também deverão comunicar a Serra que, a exemplo do que ocorreu na disputa interna da legenda para a sucessão presidencial, a realização de prévias, conforme vem defendendo o vereador e pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes, José Aníbal, está descartada.DisputaDesde que a renúncia de Serra à Prefeitura foi confirmada por integrantes da legenda, inclusive da cúpula, os pré-candidatos que pleiteavam a sucessão de Geraldo Alckmin - o deputado federal Alberto Goldman, o ex-ministro da Educação do governo FHC, Paulo Renato, e o secretário municipal de governo, Aloysio Nunes Ferreira - desistiram da disputa. O único que continua no páreo é José Aníbal. Na quarta-feira, o vereador cobrou da direção da legenda o estabelecimento de um critério de escolha, caso não haja um consenso entre os dois postulantes. Questionado sobre esses critérios, Aníbal disse que a Executiva Estadual iria definir.De acordo com fontes tucanas, a sinalização de apoio que a Executiva da legenda levará a Serra no final da tarde é um indício de que a aposta na candidatura do prefeito, que deixa o cargo nesta sexta-feira para entrar na disputa pelo governo do Estado, é consenso não apenas na cúpula da legenda, mas também entre os integrantes da Executiva e do Diretório Estadual. Caso continue o acirramento entre Aníbal e Serra, essas mesmas fontes informam que a decisão pesará a favor do prefeito, já que nomes de peso da legenda, inclusive o governador e pré-candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin, já manifestaram apoio Serra.Fiel escudeiroA disputa ao Palácio dos Bandeirantes está contrapondo dois tucanos que já trabalharam muito unidos no passado. No pleito presidencial de 2002, por exemplo, quando foi derrotado por Lula, José Serra teve em Aníbal um fiel escudeiro. No momento em que o partido se dividiu no apoio a Serra, José Aníbal permaneceu ao lado de Serra, sendo inclusive um dos coordenadores políticos de sua campanha presidencial. Hoje, a relação entre Serra e Aníbal azedou e, de acordo com pessoas com trânsito junto a eles, os dois estão até mesmo sem se falar. A rusga cresceu principalmente depois que se acirrou o embate interno para a escolha do presidenciável da legenda, já que Aníbal trabalhou em prol do nome de Geraldo Alckmin.

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