Executiva do PT se reúne para definir se anula prévias do partido no Recife

Partido pode determinar candidatura de Maurício Rands em troca do apoio do PSB em SP

Daiene Cardoso, da Agência Estado,

24 de maio de 2012 | 15h48

SÃO PAULO - Começou na tarde desta quinta-feira, 24, na capital paulista, a reunião da executiva nacional do PT que vai discutir a validação do resultado das prévias que o partido realizou no domingo, 20, no Recife (PE). A expectativa é que a direção da sigla anule essas prévias, em prol das alianças com o PSB do governador Eduardo Campo.

Além do imbróglio na capital pernambucana, a executiva petista deve discutir a situação dos municípios de Mossoró e Duque de Caxias, cidades que também estão no leque de negociações do partido com o PSB. A boa relação com o PSB nessas localidades é fundamental para garantir o apoio dos pessebistas ao pré-candidato petista em São Paulo, Fernando Haddad.

Para que o PSB apoie Haddad em São Paulo, caciques do PT, incluindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, trabalham no sentido de garantir a candidatura do deputado petista Maurício Rands no Recife, que tem a preferência de Eduardo Campos. Contudo, Rands perdeu para o atual prefeito João da Costa (PT) a disputa interna realizada no domingo para definir a cabeça de chapa da sigla à prefeitura do Recife. O imbróglio envolve acusações de fraude e o resultado da prévia não foi reconhecido pelo PT. Hoje, a expectativa é que a cúpula do partido, reunida em São Paulo, dê a palavra final, anulando a prévia e indicando Rands para a disputa municipal.

Na chegada à reunião do PT em São Paulo, Rands disse que acredita que o resultado favorável ao atual prefeito João da Costa seja anulado. Rands argumentou que a sua campanha na disputa interna respeitou o regulamento do partido e classificou como "inaceitável" o fato de João da Costa ter entrado com uma ação judicial para garantir a inclusão de militantes considerados inaptos para votar. "Um militante não pode violar a regra de ouro da democracia interna", disse.

Já o prefeito João da Costa defendeu que a executiva nacional respeite a decisão da maioria dos filiados no Recife. "A novela acabou domingo no sentido que a maioria dos filiados do PT tomou uma decisão. Nosso principal argumento é a votação da maioria dos filiados", afirmou.

Caso o partido não chegue nesta quinta a uma conclusão sobre o imbróglio, que é considerado por parte do partido uma disputa fraudulenta, uma nova reunião da executiva nacional deverá acontecer na próxima segunda-feira.

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