Executiva do PSOL recomenda expulsão de Janira Rocha

Deputada suspeita de se apropriar de salários de funcionários e usar recursos de sindicato em campanha responde a sindicância na comissão de ética do partido

Luciana Nunes Leal, O Estado de S. Paulo

26 de novembro de 2013 | 19h08

RIO - A executiva do PSOL-RJ decidiu por unanimidade recomendar a expulsão da deputada estadual Janira Rocha, suspeita de se apropriar de parte dos salários dos funcionários do gabinete e de usar em campanha recursos do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social (Sindsprev), o que é proibido pela legislação eleitoral.

Janira responde a sindicância na comissão de ética nacional do partido e na Corregedoria da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Depois de dois meses de licença médica, ela voltou nesta terça-feira à atividade parlamentar e prestou depoimento à Corregedoria. A deputada disse que os servidores faziam contribuições voluntárias para atividades partidárias e negou ter desviado recursos do sindicato.

A assessoria de imprensa da deputada informou que Janira encaminhará por escrito sua defesa à comissão de ética do PSOL e que a executiva estadual sequer deu a ela oportunidade de apresentar sua versão. O presidente do PSOL-RJ, Rogério Norberto da Cunha Alimandro, disse que a indicação de expulsão de Janira será encaminhada à Comissão de Ética, mas lembrou que a decisão final cabe à Executiva Nacional do partido. "Aguardamos o fim da licença médica para emitir a opinião da executiva estadual. A avaliação é que o grupo político em torno da deputada não estabeleceu uma fronteira entre o sindicato e o partido", afirmou.

Em setembro, dois ex-assessores de Janira, Marcos Paulo Alves e Cristiano Valadão, procuraram a deputada licenciada Cidinha Campos (PDT-RJ) e teriam pedido R$ 1,5 milhão em troca de um dossiê com informações sobre os ilícitos praticados por Janira. Detidos pela Polícia, negaram a acusação e foram liberados, mas denunciaram Janira.

Depois deste episódio, Janira deixou os cargos de presidente estadual do PSOL e de líder do partido na Assembleia, mas até agora tem resistido às pressões para renunciar ao mandato. A Corregedoria da Assembleia encaminhará um relatório à Mesa Diretora, a quem cabe a decisão de acionar ou não o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar para abertura de um processo de cassação do mandato.

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