Executiva do PMDB não fecha acordo sobre plebiscito

Em encontro realizado na noite de ontem em Brasília, integrantes da Executiva nacional do PMDB não oficializaram apoio ao plebiscito sugerido pela presidente Dilma Rousseff para se discutir a reforma política. Nesta terça-feira, a presidente enviou ao Congresso uma proposta com cinco sugestões de mudanças nas regras eleitorais que devem ser inseridas numa consulta popular antes de serem votadas pelos parlamentares.

ERICH DECAT, Agência Estado

03 de julho de 2013 | 00h41

Os itens são: financiamento público de campanha; sistema eleitoral (proporcional, distrital puro ou misto; voto majoritário para a eleição de parlamentares e o voto em lista fechada ou flexível); fim dos suplentes de senadores; manutenção de coligações partidárias para a eleição de deputados e vereadores; e o fim ou não do voto secreto no parlamento. A falta de apoio formal foi registrada em nota divulgada após o encontro em que o PMDB deixa em aberta a forma da consulta popular que poderá ser por "plebiscito ou referendo". Na segunda hipótese, os cidadãos são consultados apenas após a aprovação dos projetos no Congresso.

Os demais itens da nota da Executiva são basicamente os mesmos que foram propostos pela bancada da Câmara no fim da tarde de ontem. No encontro dos deputados, vários expuseram suas queixas contra o governo federal e a condução política da presidente Dilma. Na ocasião, houve até quem defendesse uma reavaliação do aliança de 2014 com o PT. "O sentimento da Câmara foi compreendido pela Executiva e reflete um posicionamento concreto e das posições que o partido precisa tomar para ter um papel de protagonista no momento político de incertezas que nos vemos", disse o vice-líder do PMDB na Câmara, Danilo Forte (CE), após a reunião da Cúpula.

Entre medidas defendidas pela bancada e referendada pela Executiva estão a redução de ministérios e a imediata aprovação de um pacto federativo desconcentrando os recursos para que os governos municipais e estaduais possam aumentar seus investimentos em suas políticas públicas. Também faz parte da demanda do partido a aprovação do PLP 123/2011, que destina a aplicação de 10% das receitas correntes brutas da União em Saúde.

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