Execução orçamentária não bate com foco social

O cenário de grandes obras sociais, revolução no setor educacional e investimentos em infra-estrutura que o governo prometeu para os próximos quatro anos, ao apresentar o Orçamento de 2008 e o Plano Plurianual (PPA), contrasta com a realidade da execução orçamentária. O setor educacional, por exemplo, o carro-chefe do PPA, recebeu neste ano uma previsão de R$ 12,3 bilhões para gastos de custeio e investimento, mas só usou até agora R$ 4,2 bilhões.Até o fim do ano, a equipe econômica prevê que esse número cresça até R$ 9 bilhões e, a partir de 2008, sofra saltos consecutivos até atingir R$ 22,5 bilhões em 2011. Por enquanto, entretanto, é difícil dizer quanto desse plano vai se concretizar.O Projeto Piloto de Investimentos (PPI), por exemplo, lançado há três anos como uma inovação que permitiria acelerar os programas de infra-estrutura, sem contingenciamento das demais despesas, não decolou. Neste ano, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) prevê a possibilidade de o governo usar R$ 11,6 bilhões no PPI, mas só R$ 1,5 bilhão foram gastos até o final de julho.Apesar de isso representar pouco mais de 10% da meta de 2007, o governo já preparou o Orçamento de 2008 prevendo mais R$ 13,8 bilhões para esse tipo de projeto. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, diz que os ministérios estão reaprendendo a planejar investimentos: "Passamos 20 anos treinando a máquina para fazer cortes."

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