Execução de penas do mensalão surpreende Planalto

Presidente Dilma não trata do assunto e nem autoriza nenhum de seus assessores e ministros a falarem sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal

Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

13 de novembro de 2013 | 21h38

BRASÍLIA - A retomada da discussão sobre execução das penas dos mensaleiros pelo Supremo Tribunal Federal causou completa surpresa no Palácio do Planalto. Ninguém esperava que a reabertura do julgamento tratando da decisão sobre a prisão dos envolvidos pudesse ocorrer agora. E muito menos que ela pudesse ser colocada em prática de imediato. Houve quem interpretasse a iniciativa como um golpe para os réus.

A presidente Dilma Rousseff, no entanto, manteve a mesma postura de quando o tema estava em discussão no Supremo: não trata deste assunto e nem autoriza nenhum de seus assessores e ministros a falarem sobre ele. Ela quer se manter à distância e manter também seu governo à distância dessa discussão, que justifica ser competência apenas do Judiciário.

Entretanto, apesar dessa orientação, integrantes do governo avaliavam nesta quarta-feira, 13, que liquidar esta questão, no momento, não é de todo ruim. Ao contrário. Se a discussão sobre prisão dos mensaleiros for encerrada ainda este ano, é até bom. O raciocínio é que com isso, se entraria em 2014, o ano da tentativa de reeleição da presidente, com este assunto zerado.

Outra avaliação entre interlocutores da presidente é de que este assunto não respinga em hipótese alguma sobre ela, já que a presidente segue adiante nas suas funções independentemente do julgamento. Executa os seus projetos, viaja e inaugura obras. Nesse sentido, o julgamento é questão exclusiva do Judiciário, não do Executivo.

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