Exaltado, Dornelles critica argumentos de Mercadante

Em tom exaltado, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) acusou o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, de usar em sua defesa argumentos que, no passado, não considerou em defesa de seus colegas de Parlamento. Dornelles afirmou que não apoiará requerimentos da oposição para avançar na investigação dos novos fatos do "dossiê dos aloprados" no Senado, mas observou que "não há nada como um dia após o outro". As afirmações foram feitas durante a audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) em que o ministro se defende das novas acusações.

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

28 de junho de 2011 | 13h03

Dornelles afirmou que Mercadante foi protagonista de um dos "mais violentos casos" de acusação sem que houvesse provas ou indícios concretos de seu envolvimento na tentativa de compra de um dossiê contra o tucano José Serra nas eleições de 2006. No entanto, Dornelles chamou a atenção do ministro, ponderando que ele não considerou essa ausência de provas ou indícios quando subiu na tribuna, no passado, para acusar dois senadores que, assim como ele, eram vítimas de denúncias de revistas e jornais.

"Vossa Excelência tentou a cassação de mandatos de companheiros seus baseado em notícias de jornais", acusou Dornelles. O senador fluminense lembra de dois episódios que marcaram a atuação de Mercadante no Senado, criando um ambiente político desfavorável para o petista na Casa. Em 2007, Mercadante subiu à tribuna para pedir a renúncia do então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), alvo de denúncias e processos de quebra de decoro no Conselho de Ética.

Na época, o fato repercutiu negativamente contra Mercadante no Senado, porque Renan era um dos principais aliados do Planalto. Em seguida, dois anos depois, Mercadante subiu à tribuna para pedir o afastamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), alvo de uma série de denúncias veiculadas pela imprensa, de que teria avalizado centenas de atos secretos durante sua gestão na Casa. Assim como Renan, Sarney era, e continua sendo, um dos principais aliados do Planalto.

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