Exaltado, Almeida Lima diz que não é advogado de Renan

Por ser da tropa de choque da defesa de Renan, a escolha de Lima foi duramente criticada no conselho

Elizabeth Lopes,

02 de outubro de 2007 | 12h05

A polêmica em torno da unificação dos dois últimos processos contra Renan Calheiros (PMDB) provocou um bate-boca, nesta terça-feira, 2, na reunião do Conselho de Ética do Senado. Questionado por senadores da oposição de que a credibilidade da Casa poderia estar em jogo com sua escolha para a relatoria desses processos, o senador Almeida Lima (PMDB-SE) retrucou: "Não sou advogado de Renan Calheiros." E avisou: "Aqueles que não me respeitaram serão desrespeitados, na mesma medida." Veja também:Em reunião do conselho, tucano questiona escolha de relatorRenan nega ter batalhado para ter aliado como relatorEspecial: veja como foi a sessão que livrou Renan da cassação Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  Fórum: dê a sua opinião sobre a decisão do Senado   O senador Almeida Lima criticou duramente o senador José Agripino (DEM-RN), destacando que ele não tinha nenhuma condição moral e ética superior à sua para contestar sua indicação para a relatoria desses processos. E continuou nas críticas: "Não vejo apenas dele, mas em nenhum dos membros deste Conselho de Ética, condição moral superior á minha. Portanto, cuidado, muito cuidado ao se referir à minha condição moral e ética." Em sua defesa, Almeida Lima argumentou que não expôs qualquer ponto de vista a respeito das duas últimas representações contra Renan. "Fui relator da representação número um que, aliás foi aceita pela maioria desta Casa e é preciso que minha relatoria no processo um (contra Renan) seja respeitada." Agripino respondeu a Lima dizendo que sua biografia é limpa, mas está em jogo a credibilidade do senado. "Não podemos repetir o papelão (da votação secreta que absolveu Renan Calheiros na votação secreta em plenário)." O senador Jefferson Perez (PDT-AM) disse que a imagem da Casa está em erosão. "Senti isso nas ruas." E fez um apelo ao bom senso para que o processo contra Renan seja conduzido de forma racional "para não envenenar ainda mais o clima" do Senado.

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