Ex-tesoureiro de Perillo fica em silêncio na CPI

Como já era previsto, os dois depoentes convocados para a sessão da CPI do Cachoeira desta quarta-feira, 22, ficaram em silêncio diante da comissão. Entre eles, estava o ex-tesoureiro da campanha do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), Jayme Rincón. O presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), manteve o procedimento adotado até agora, e dispensou os convocados. Até a semana passada, dos 32 depoentes convocados, apenas 13 falaram.

LILIAN VENTURINI, Agência Estado

22 de agosto de 2012 | 21h27

O segundo depoente era Aredes Correia Pires, ex-corregedor-geral da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás. Segundo a Polícia Federal, Aredes teria recebido um dos aparelhos de rádio Nextel distribuídos pelo grupo de Cachoeira na tentativa de evitar "grampos" telefônicos. Já sobre Rincón, que convocado outras duas vezes apresentou atestados médicos, pesam acusações de ter recebido dinheiro do grupo de Carlinhos Cachoeira.

Contra Jayme Rincón, a PF afirma que o grupo de Cachoeira depositou R$ 600 mil na conta da empresa Rental Frota Ltda., que tem o ex-tesoureiro como um dos sócios, com 33% de participação. A Rental já confirmou o pagamento, mas diz que se refere à venda de 28 veículos usados. O governador Marconi Perillo também é citado nas investigações, mas negou ter vínculo com Cachoeira.

A CPI não realizará mais sessões nesta semana. Para a próxima, estão previstos os depoimentos do dono da empreiteira Delta, Fernando Cavendish, apontado pela PF como integrante do esquema de Cachoeira. O empresário já acionou a Justiça para ficar em silêncio. No mesmo dia de seu depoimento, na quarta-feira, 29, está convocado também o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto. Ao Grupo Estado, ele afirmou que falará à CPI.

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