Ex-servidor do Planalto falta a depoimento no CCJ do Senado

Demetrius Sampaio Felinto disse ter cópia da fita que comprova encontro entre Dilma e Lina Viera

Ana Paula Scinocca, de O Estado de S.Paulo,

31 de agosto de 2010 | 11h39

BRASÍLIA - Ex-servidor do Palácio do Planalto Demetrius Sampaio Felinto encaminhou nesta terça-feira, 31, ofício ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), solicitando adiamento de seu depoimento em razão de ameaças que teria sofrido. Felinto afirmou em entrevista à revista Veja ter cópia da fita que comprova encontro entre a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira e a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. No encontro, Dilma teria pedido a Lina que não fosse feita investigação da família Sarney. Dilma nega o encontro.

 

Na carta encaminhada a Demóstenes, Felinto se dispõe a comparecer em audiência fechada e promete "esclarecer toda a verdade". Demóstenes disse que vai tentar ouvi-lo em sessão reservada até quinta-feira, quando termina o último esforço concentrado do Senado antes das eleições de outro.

 

Na mesma sessão, também era esperada o depoimento do corregedor da Receita Federal, Antonio Carlos Costa D'avila, para explicar o vazamento de sigilos de tucanos ligados ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra. O corregedor havia dito ontem que não compareceria em razão de a investigação correr em segredo de Justiça.

 

Irritado com as ausências, o vice-líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), apresentou requerimento no qual pede a convocação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para explicar o vazamento dos sigilos de tucanos.

 

"O sistema é vulnerável e nenhuma providência é tomada. O governo fala em balcão para venda de dados e nada acontece. O secretário não é demitido, o corregedor não é demitido. O presidente não se pronuncia.", afirmou Dias. "É um governo que abriga em seus subterrâneos marginais", prosseguiu o tucano.

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