Ex-secretários de Arruda lideram CPI que o investiga

O presidente e o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito instalada hoje para analisar as denúncias contra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM), foram seus secretários na gestão atual. Alírio Neto (PPS) vai ser o presidente da comissão. Ele foi secretário de Justiça até o mês passado, quando o seu partido, o PPS, decidiu abandonar a base de apoio de Arruda. A relatoria da CPI ficou com Raimundo Ribeiro (PSDB), que também foi secretário de Justiça de Arruda.

CAROL PIRES, Agencia Estado

11 de janeiro de 2010 | 19h04

Alvo de investigação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), Arruda garantiu maioria nas três comissões que vão investigar e decidir o seu destino nos próximos meses na Câmara Legislativa.

A CPI instalada hoje adiou para quinta-feira (14) a análise dos primeiros requerimentos apresentados à comissão. O deputado distrital Paulo Tadeu (PT), único representante da oposição no colegiado, queria aprovar dois requerimentos de sua autoria, mas não teve apoio para fazer valer sua posição.

O primeiro deles requisitava o depoimento do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa. Ele foi o pivô da Operação Caixa de Pandora, que desbaratou o "mensalão do DEM". Barbosa é o autor de dezenas de vídeos anexados ao inquérito que mostram deputados distritais recebendo dinheiro do suposto esquema de recebimento e distribuição de propina e está sob guarda do Programa de Proteção à Testemunha do Ministério da Justiça desde que o escândalo do DF foi deflagrado.

"Não adianta convocar de "A a Z" e não ter condições de trazê-los até aqui", disse o relator Raimundo Ribeiro (PSDB), ao orientar a rejeição da convocação de Durval Barbosa. "Mais que investigado, ele é denunciante. Ele tem capacidade de passar a essa CPI como funcionava o processo, quais eram os mecanismos utilizados", defendeu Tadeu. A votação do requerimento, por fim, foi adiada.

O outro requerimento apresentado por Paulo Tadeu pede ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a cópia integral do inquérito da Operação Caixa de Pandora, "contendo, inclusive, todos os documentos que tramitam em segredo de Justiça". A votação do requerimento também foi adiada.

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