Ex-secretário tem bens congelados

O Ministério Público da Suíça congelou em Genebra US$ 7,5 milhões em nome de Jorge Fagali Neto, secretário de Transportes do governo estadual de Luiz Antonio Fleury Filho em São Paulo em 1994. A suspeita é a de que o dinheiro seja oriundo de pagamentos de propina da empresa francesa Alstom a funcionários públicos brasileiros nos anos 90 para garantir contratos públicos. No total, 19 pessoas físicas e jurídicas estão sob investigação e os sequestros dos bens já foram informados ao Ministério Público Federal no Brasil. As investigações em relação à Alstom começaram em 2007 em Paris. Baseados em depoimentos de ex-funcionários da empresa, os juízes do Tribunal de Grande Instância de Paris, Simeoni Xaviere e Renaud von Ruymbeke, concluíram que há indícios suficientes para suspeitar que funcionários públicos no Brasil receberam propinas para favorecer a companhia francesa em contratos, assim como de vários outros países na Ásia e América Latina. Segundo os depoimentos, as comissões pagas aos brasileiros eram de cerca de 7,5% do valor dos contratos entre 1994 e 1998. As contas em Genebra seriam usadas para o pagamento. O alvo das suspeitas ainda são os contratos da Alstom com a concessionária Eletropaulo e a estatal paulista Metrô. Os dados foram passados à Justiça em Berna, que ampliou as investigações para averiguar de onde vinham os recursos das contas de Genebra. No ano passado, o Ministério Público suíço já havia enviado ao Brasil informações sobre as suspeitas de pagamentos de propinas a Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Seus bens, no valor de R$ 5,1 milhões, foram bloqueados.

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