Ex-secretário de Palocci quer antecipar depoimento à PF

Rogério Buratti, ex-secretário de governo de Antônio Palocci na prefeitura de Ribeirão Preto, disse hoje, em entrevista à Rádio Clube da cidade, que não irá esperar a Polícia Federal convocá-lo e, nos próximos dias, prestará o seu depoimento. Ele quer dar a sua versão sobre a reunião que teve com dirigentes da Gtech, em março de 2003, em Brasília. Dois dirigentes da empresa citaram, na semana passada, o seu nome e o da Assessorarte, a empresa que fundou e repassou à irmã Rosângela em 2000.Ele afirma que não conhece Waldomiro Diniz, segundo nota oficial distribuída hoje, e que nem teve interesse em atuar para a Gtech, na renovação de contratos de operação de loterias com a Caixa Econômica Federal. Ele afirmou que pode abrir o sigilo de suas contas bancária e telefônica, além da declaração de imposto de renda, pois está tranqüilo. Ele repudiou a tentativa de fazerem uma devassa em sua vida pessoal e avisou que irá processar quem falar "bobagem". Buratti disse, na entrevista, que não entende se o caso é uma briga política contra o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, mas que ele está sendo usado dez anos depois de sair da prefeitura de Ribeirão Preto. Vice-presidente executivo do grupo Leão Leão desde 1999, Buratti acrescentou que, se Palocci for eleito presidente algum dia, daqui a dez anos ainda terá os seus passos vigiados por adversários do ministro. Segundo Buratti, prejudicá-lo no cenário nacional é muito pouco, e que a intenção é mesmo prejudicar Palocci.Sobre a reunião com dois representantes da Gtech, Buratti disse que a empresa talvez imaginasse que ele, por ter sido secretário de Palocci, tivesse algum privilégio no governo federal. Mas afirmou que não tinha interesse na negociação e nem recebeu proposta espúria.

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