Ex-secretário de Jandira é acusado por morte de prefeito

A polícia indiciou ontem o ex-secretário de Habitação de Jandira, Wanderley de Aquino, como mandante do assassinato do prefeito Braz Paschoalin (PSDB), em 10 de dezembro. Preso há 37 dias, Aquino foi enquadrado por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e promessa de pagamento aos pistoleiros contratados.

AE, Agência Estado

22 de janeiro de 2011 | 11h00

Segundo a polícia, Paschoalin foi vítima de "briga pelo poder". Aquino teria perdido espaço na administração. Ele nega ter mandado matar o prefeito. Seu advogado, o criminalista Mauro Otávio Nacif, foi enfático. "Não existe prova real contra Aquino. Ele é inocente."

Em habeas corpus, Nacif não pede exclusão de Aquino do inquérito, mas o direito de responder em liberdade. Essa decisão cabe ao desembargador Herman Hershander, da 14.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Aquino está preso na cadeia pública de Carapicuíba. Ontem, ele foi levado ao Setor de Homicídios de Santana de Parnaíba para o indiciamento. Além de Aquino, seis suspeitos estão detidos.

A polícia procura o ex-PM Robson Lobo, que seria o elo entre Aquino e os assassinos. O delegado Zacarias Katzer Tadros planeja concluir o inquérito até a próxima semana. Paralelamente, o Ministério Público investiga fraudes em contratos da gestão Paschoalin e corrupção na Câmara Municipal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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