Ex-secretária de Jaques Wagner põe contratos sob suspeição

Após ser exonerada, a ex-secretária-executiva do Ministério do Trabalho, Sandra Starling, sugeriu que a Controladoria Geral da União faça uma operação "pente fino" nos contratos de terceirização de mão-de-obra na administração federal, segundo matéria publicada hoje pelo jornal Estado de Minas. Por meio de uma nota lida, por telefone, pela filha da ex-secretária à repórter do jornal, Starling teria nomeado quatro empresas suspeitas de irregularidades. De acordo com a reportagem, foram citadas a Ajato Administração e Serviço, Poi - Empresa de Serviço Ltda., Marca e Politec Ltda, que já seriam alvos de processos de auditoria abertos pelo Tribunal de Contas da União (TCU). "Sugiro que a Controladoria Geral da União faça monitoramento à terceirização de mão-de-obra na administração federal, sob a ótica da legalidade, economicidade, impessoalidade e moralidade administrativa", defendeu Starling no comunicado. Ela teria sugerido também que o ex-ministro do Trabalho, Paulo Paiva - que ocupou o cargo de janeiro de 1995 a março de 1998, durante o primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e o ex-secretário-executivo da pasta, Antônio Augusto Anastasia - atual secretário de Planejamento e Gestão do governo de Minas , também teriam "caído" porque, na época, eram contra a assinatura de contratos suspeitos. De acordo com sua assessoria, Anastasia não havia definido, até as 18h30 de ontem, se divulgaria ou não uma nota comentando o assunto. Já o ex-ministro não foi encontrado. O Estado não conseguiu localizar ontem a ex-secretária para a confirmar as declarações. Em sua residência, na capital mineira, a informação é que ela não estava e só retornaria amanhã. O telefone celular de Starling permaneceu desligado durante toda a tarde e início da noite. Segundo a matéria do Estado de Minas, a ex-secretária não quis dar detalhes sobre sua demissão. Ao ser interpelada, deu apenas respostas curtas e evasivas dizendo que era "competente" e não "corrupta". A sua exoneração teria sido comunicada na última segunda-feira pelo ministro Jaques Wagner. Antes de ocupar o cargo de secretária-executiva do Ministério do Trabalho, Starling era diretora de Pesquisa e Extensão da PUC de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ela foi eleita deputada federal duas vezes (1990 e 1994) e tornou-se líder da bancada petista na Câmara dos Deputados, em 1996.

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