WILTON JÚNIOR/ESTADÃO
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Ex-procurador-geral de Justiça do Rio será investigado por vazamento de operação

Cláudio Lopes é suspeito de ter avisado, em 2010, o então subsecretário executivo de Saúde do Estado César Romero sobre ação de busca a apreensão que seria realizada na casa dele

Clarissa Thomé, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2017 | 23h49

RIO - Ex-procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Cláudio Lopes será investigado sob a acusação de vazar operação de busca e apreensão na casa do então subsecretário executivo de Saúde do Estado César Romero, em 2010.

Em delação premiada aos promotores da Operação Calicute, Romero recordou que durante o governo Sérgio Cabral (PMDB) era investigado por firmar contrato superfaturado de R$ 5 milhões com a empresa Toesa Service para a manutenção de ambulâncias do Estado. Certa vez, o  então secretário de Saúde Sérgio Côrtes o avisou de que no dia seguinte haveria em sua casa o cumprimento de mandados pedidos pelo Ministério Público Estadual. Côrtes o teria orientado a destruir todos os documentos comprometedores. Romero disse que usou um triturador para se livrar de parte dos documentos. A suspeita é de que a fonte do então secretário tenha sido Lopes.

A delação de Romero foi encaminhada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal, ao procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem. “Por determinação do procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, que manifestou sua suspeição para atuar no caso, a peça foi enviada, na terça-feira, 25, ao decano do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), o procurador de Justiça Ricardo Ribeiro Martins, que terá atribuição para atuar no presente procedimento”, informou a assessoria de imprensa do Ministério Público Estadual em nota.

Martins poderá instaurar inquérito ou oferecer denúncia ao órgão especial do Tribunal de Justiça.  Cláudio Lopes se disse “muito tranquilo” com a abertura da investigação, em entrevista ao jornal O Globo. O Estado não conseguiu localizá-lo.

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