Ex-procurador diz que não cometeu 'nenhum ato irregular'

Citado no pronunciamento de presidente, Marcello Miller afirma que irá se pronunciar 'perante as autoridades'

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2017 | 19h53

RIO - O advogado Marcello Miller, ex-assessor do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que “não cometeu nenhum ato irregular” desde que deixou a Procuradoria-Geral da República. Sócio do escritório de advocacia que trabalhou no acordo de leniência do Grupo JBS, Miller foi citado pelo presidente Michel Temer na tarde desta terça-feira, 27, que sugeriu que ele teria “recebido milhões” em função do acordo.

“Não cometi nenhum ato irregular, mas não responderei às afirmações a meu respeito pela imprensa”, afirmou o advogado, em comunicado a imprensa. “Apenas me manifestarei perante as autoridades com competência para examinar os fatos e com interesse na aferição da verdade.”

Durante pronunciamento em Brasília, Michel Temer afirmou que Miller – a quem se referiu como “homem da mais estrita confiança do senhor procurador-geral (Rodrigo Janot)” – deixou a PGR para “trabalhar em empresa que faz delação premiada para o procurador geral”. Apesar de não citar nome, o presidente da República insinuou que Janot se beneficiou financeiramente da remuneração de Miller.

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