RAFAEL ARBEX/ESTADÃO
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Ex-presidentes prestam última homenagem a Garcia

Lula e Dilma compareceram ao velório do ex-assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, morto nesta quinta-feira, 20, de ataque cardíaco fulminante

André ítalo Rocha e Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2017 | 23h28

O corpo de Marco Aurélio Garcia, ex-assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, foi velado nesta sexta-feira, 21, na Assembleia Legislativa de São Paulo. O intelectual, um dos fundadores do PT, morreu nesta quinta-feira, 20, aos 76 anos, de ataque cardíaco fulminante. O corpo será cremado neste sábado, 22,  no Crematório da Vila Alpina, na zona leste da capital.

Lula e Dilma foram ao velório no início da tarde. A presidente cassada disse que o ex-assessor foi uma “pessoa excepcional” e deu grande contribuição para a política externa do Brasil, fazendo “do Uruguai à Venezuela a sua pátria”. Dilma afirmou ainda que sentirá muito a perda de Garcia. “Além de companheiro, ele era um grande amigo.”

Já o ex-presidente disse que Garcia poderia até não ter ocupado o cargo de ministro das Relações Exteriores, mas foi “mais que um chanceler”. “O Marco Aurélio representava os partidos de esquerda quando o Celso (Amorim, ministro das Relações Exteriores no governo Lula) não tinha acesso”, afirmou Lula.

“Ele me representava junto aos movimentos sociais, ao que o Celso não tinha acesso, me representava junto ao movimento sindical, aos partidos de esquerda e ainda disputava com o Celso a primazia de agradar aos governantes do mundo inteiro”, disse o ex-presidente.

Também presente à cerimônia na Assembleia Legislativa ontem, Celso Amorim afirmou que Marco Aurélio Garcia, que era professor aposentado do Departamento de História da Unicamp, foi um “parceiro” e um “irmão” na luta do Brasil para se afirmar no exterior, “não subjugando ninguém, mas com a solidariedade e o sentimento de uma verdadeira fraternidade internacional”.

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