Ex-presidente do Previ depõe à PF no Rio

Sérgio Rosa foi alvo de condução coercitiva no âmbito da Operação Greenfield, deflagrada nesta segunda, 5, com o objetivo de combater fraudes e corrupção em investimentos dos quatro maiores fundos de pensão federal do País

Nathália Larghi, O Estado de S. Paulo

06 de setembro de 2016 | 13h12

RIO - O ex-presidente da Previ, fundo de pensão dos trabalhadores do Banco do Brasil, Sérgio Ricardo da Silva Rosa presta depoimento na manhã desta terça-feira, 6, na Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Sérgio Rosa foi alvo de condução coercitiva no âmbito da Operação Greenfield, deflagrada nesta segunda, 5, com o objetivo de combater fraudes e corrupção em investimentos dos quatro maiores fundos de pensão federal do País: Previ, Funcef (Caixa), Petros (Petrobras) e Postalis (Correios). Ele chegou à sede local da PF por volta das 10h da manhã.

De acordo com o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal, de Brasília, Rosa "teria recebido, por meio da empresa RS Consultoria e Planejamento Empresarial, vantagem pecuniária indevida da OAS para que a Previ realizasse investimento no interesses da OAS (no caso Invepar)".

Conforme divulgado pelo Estadão, agentes da Operação Lava Jato encontraram, em 2014, registros de pagamentos da construtora OAS para Sérgio Rosa. Os desembolsos teriam sido feitos em 2012, através da empresa RS Consultoria, referentes a um serviço de R$ 720 mil.

Rosa presidiu o maior fundo de pensão do País por dois mandatos, desde o início do governo Lula, em 2003, até 2010.

Depoimento. Rosa chegou à PF por volta das 10h da manhã e saiu às 13h45. Questionado sobre o depoimento, o executivo indicou que não poderia comentar o teor das perguntas, pois as investigações correm em segredo de justiça. Ele indicou também que não há uma nova data para depoimento.

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