Ex-presidente do Clube da Cidadania é inocentando

O juiz da 6ª Vara Criminal de Porto Alegre, Umberto Guaspari Sudbrack, inocentou o ex-presidente do Clube de Seguros da Cidadania, Diógenes de Oliveira, da denúncia por estelionato feita pelo relatório final da CPI da Segurança Pública em novembro do ano passado. O ex-diretor jurídico do clube, Daniel Verçosa, acusado pelo mesmo motivo, também foi beneficiado pela decisão, tomada na quinta-feira.O relatório aprovado pela Assembléia Legislativa concluiu que Diógenes e Daniel teriam arrecadado recursos informando aos doadores que o dinheiro seria investido em projetos sociais.Na prática, os R$ 247,7 mil foram usados para a compra de um prédio para o clube. O edifício foi cedido em regime de comodato para servir de sede ao PT gaúcho até abril deste ano.Após ouvir os doadores afirmarem que não se consideravam lesados, Sudbrack entendeu que não havia motivos para condenar Diógenes e Daniel. Diógenes continua respondendo a um outro processo, por falsidade ideológica. Ele teria convencido outras nove pessoas a forjarem declarações de empréstimos ao clube para justificar outros R$ 80 mil usados no pagamento do prédio. O dinheiro, segundo a CPI, teria sido repassado por banqueiros do jogo do bicho.Pelo menos uma das acusadas, a agente de viagens Maria Ângela Fachini, mudou o depoimento inicial e disse ter elaborado um documento falso para favorecer Diógenes.

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