Ex-presidente do BNDES deixa PMDB e critica Renan

Para Carlos Lessa, partido instaurou o Estado de Direito no País, mas hoje prefere ficar com o senador

Felipe Werneck, do Estadão,

21 Setembro 2007 | 19h55

Após 40 anos no PMDB, o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Carlos Lessa assinou nesta sexta-feira, 21, a ficha de filiação ao PSB com críticas ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). "Vou usar as palavras do Michel Temer, presidente do partido: o PMDB optou pelo modelo das capitanias hereditárias e revogou o governo geral. É verdade. O PMDB não é mais nada", afirmou.  Segundo ele, o partido foi um grande movimento que instaurou o Estado de Direito no País, mas hoje "prefere ficar com Renan Calheiros". "Desconstruíram completamente o espírito constitucional. Eu desejaria que o partido tivesse força para voltar a brigar, mas não." Lessa disse considerar "surrealista" o acordo anunciado recentemente pelo ex-governador Anthony Garotinho (PMDB) com políticos do DEM. "Essa aliança não diz nada." Lessa disse que uma eventual candidatura a prefeito do Rio é "apenas uma sugestão de dirigentes do PSB". "Isso depende da consolidação em torno de certas teses. Decisões dependerão da Executiva." A participação de uma frente de esquerda é outra possibilidade, mas ele disse que, caso seja indicado, sua campanha será voltada para o "futuro do Rio, que está vivendo um momento delicado". O economista foi presidente do BNDES na primeira gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele foi afastado da presidência devido ao confronto que travou, em seus dois anos no banco, com a equipe econômica. O ponto culminante das desavenças foram as críticas feitas por Lessa ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, cuja gestão classificou como "um pesadelo".

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