Ex-presidente da CUT promete protestos 'para evitar a volta da direita' ao poder

Artur Henrique disse que CUT 'tem lado na disputa de projetos políticos da sociedade'

Fernando Gallo, de O Estado de S. Paulo,

09 de julho de 2012 | 22h55

SÃO PAULO - Um dia após o novo presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, ter afirmado que a central sindical poderia colocar manifestantes nas ruas caso o julgamento do mensalão fosse politizado, seu antecessor, Artur Henrique, que ocupou o posto até esta segunda-feita, 9, afirmou que a CUT levará trabalhadores às ruas durante as eleições para evitar a "volta da direita" ao poder.

 

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"A CUT é uma central sindical independente, autônoma, mas ela tem lado nessa disputa de projetos políticos da sociedade. A CUT não vai permitir e vai colocar sua militância nas ruas para impedir o retrocesso, a volta da direita. Nós não temos vergonha de dizer que essa é uma central que tem lado", sustentou durante o Congresso da CUT realizado nesta segunda-feira em São Paulo.

 

Após a declaração, citou o pré-candidato do PT em São Paulo, Fernando Haddad, a quem chamou de "meu companheiro Haddad", e disse que o instrumento para isso era a plataforma da CUT para as eleições. "Vamos percorrer o país com a nossa militância cobrando compromisso dos candidatos, mas sabendo que nós temos lado nessa disputa e é um prazer ter você (Haddad) aqui no nosso congresso da CUT".

 

Às vésperas da greve geral de trabalhadores, Henrique afirmou que há "milhões de trabalhadores" fazendo greve nas universidades federais e anunciou uma grande mobilização nacional em agosto de entidades do trabalhismo rural em prol da realização da reforma agrária.

 

O ex-presidente da CUT declarou ser "um crime" a grande rotatividade de mão-de-obra no país. "Temos que discutir a qualidade dos empregos que estão sendo gerados. Não dá mais para o setor empresarial ficar se utilizando da rotatividade como forma de fazer o ajuste nos salários em nome da tal competitividade internacional. Em nome dela, reduz a renda dos trabalhadores, o que é um tiro no pé de quem quer enfrentar a crise".

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