Ex-presidente da Codesp acusado de "gestão temerária"

O ex-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Marcelo de Azeredo, está sendoacusado de ser um dos responsáveis pelo aumento do déficit financeiro da empresa e de praticar uma "gestão temerária", aoautorizar a redução de tarifas portuárias em agosto de 96, fazendo com que a estatal deixasse de arrecadar cerca de R$ 200milhões.Em representação encaminhada à Procuradoria da República em Santos, o vereador Fausto Figueira (PT) e o ex-funcionário daCodesp, Rubens Fortes Antonio, acusam não só Marcelo de Azeredo, mas ex-diretores e ex-conselheiros pelo rombo financeiroacumulado pela companhia, que até dezembro do ano passado era calculado em R$ 658 milhões.Os denunciantes destacamque, ao baixar a resolução 13/96, que previa a redução de 46,86% de duas das principais tarifas portuárias, o então presidentealegava que tal medida era necessária para tornar o Porto de Santos mais competitivo.O barateamento das operações, segundo afirmam, não se concretizou, uma vez que as reduções não foram repassadas aosusuários finais.De acordo com Rubens Fortes Antonio, só a Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa) deixou de pagar R$ 33,5 milhões à Codesp, no período compreendido de outubro de 1996 a outubro de 1997, ao ser beneficiada com a redução detarifas, que caiu de R$ 4,42 para R$ 0,45 por tonelada de produtos movimentados.O vereador Fausto Figueira, por sua vez, não se conforma com o fato de a atual diretoria da Codesp solicitar recursosao Tesouro Nacional para cobrir o rombo financeiro da empresa."Eles arrebentam com as finanças da empresa, que erasuperavitária, e querem que o contribuinte pague a conta", denuncia.

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