Ex-presidente cobra reação de petistas

Brasília - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma ofensiva para reagir à escalada de denúncias que atingem integrantes de sua família em operações da Polícia Federal e tentam envolvê-lo no esquema de corrupção da Petrobrás. Em conversas com deputados do PT, há três dias, Lula disse que não vai deixar acusações sem resposta e pediu aos correligionários que ocupem a tribuna da Câmara e do Senado para defender o governo e o partido.

Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2015 | 03h00

Na avaliação de Lula, o vazamento “seletivo” das delações premiadas tem o objetivo de destruir o PT, “sangrar” a presidente Dilma Rousseff e impedir a candidatura dele, em 2018.

Lula nega ter autorizado o pecuarista José Carlos Bumlai, seu amigo, a pedir recursos para quem quer que seja usando o seu nome. Delator da Lava Jato, o lobista Fernando Baiano disse que pagou R$ 2 milhões a Bumlai, quantia que seria repassada a “uma nora” de Lula.

“Agora, qualquer réu confesso fala o que quer contra nós como se fosse verdade”, protestou o ex-presidente, na conversa com os petistas. “Outro dia vi na TV Câmara mais de 14 deputados atacando o governo e ninguém para defender. Onde estão os parlamentares do PT?”

Prestes a completar 70 anos, Lula vai receber a solidariedade de amigos numa festa que está sendo organizada para ele, no dia 29, no restaurante São Judas Tadeu, especializado em frango com polenta, em São Bernardo do Campo. A ideia de dirigentes do PT é aproveitar o aniversário de Lula para fazer um desagravo. Antes disso, nesta semana, o diretório do partido na Bahia quer promover uma “caravana em defesa da democracia e do PT”. “A estratégia da oposição, que não tem vida pregressa norteada pela ética, é desgastar Lula, candidato natural do PT, em 2018. Nós não podemos nos calar”, disse Everaldo Anunciação, presidente do PT baiano.

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