Ex-prefeito explica "equívoco" com verba do Fundef

O ex-prefeito de Mococa Walter de Souza Xavier (PTB) rebateu nesta quinta-feira as acusações de desvio de verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef) durante sua gestão, em 1998 e 1999. Ele admitiu que o município recebeu recursos a mais, mas alega que "tudo não passou de um equívoco". Para o sub-relator da Comissão, deputado Gilmar Machado (PT-MG), Mococa teria cadastrado 500 alunos "fantasmas", o que aumentou em mais de R$ 200 mil o repasse do Fundef à prefeitura da cidade, que fica na divisa de São Paulo com Minas Gerais. Xavier explicou que, em 1997, o censo feito pelo MEC em Mococa incluiu a Fundação Municipal de Ensino, particular, na lista das escolas públicas. Com isso, o número de alunos da rede municipal subiu de 178 para 600. Baseado nesses números, o Fundef liberou para a prefeitura R$ 327 mil, em 1998, e R$ 357 mil, em 1999. Xavier disse que a delegacia de ensino detectou o erro em fevereiro de 1998 e informou-o à prefeitura. "Retificamos os dados na mesma hora", garantiu ele. Um ofício do diretor do Departamento de Acompanhamento do Fundef, Ulysses Cidade Semeghini, ao ministro da Educação, Paulo Renato Souza, de 24 de fevereiro de 2000, reconhece a falha do MEC.

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