Ex-prefeito diz que prisão no aeroporto foi ''política''

O ex-prefeito do Guarujá Farid Said Madi (PDT) disse ontem que a prisão de seus familiares no sábado, no Aeroporto Internacional de São Paulo, quando tentavam embarcar com US$ 123 mil em dinheiro - quantia superior à permitida por lei -, foi "maldade com motivação política" e que o fato o estimulou a se candidatar novamente. Ele afirma que a denúncia anônima feita à Polícia Federal, que resultou na prisão de sete pessoas - entre elas seus pais, um irmão e a filha de 19 anos -, quando tentavam embarcar para os Emirados Árabes e seguir para o Líbano, partiu da "atual administração municipal". No ano passado, Madi se candidatou à reeleição, mas foi derrotado por Maria Antonieta de Brito (PMDB). A assessoria da prefeitura avisou ontem que não se manifestará sobre o caso.O ex-prefeito cogita, nas próximas eleições, uma dobradinha com sua mulher, a deputada estadual Haifa Madi, do PDT, mas não sabe a que cargo concorrerá. Ele disse que três dos sete presos não são seus parentes, mas "conhecidos da família", e declarou que imaginava que o limite legal para viagens ao exterior fosse de US$ 10 mil. "Eu não sabia que eram R$ 10 mil, tanto que a minha filha estava levando US$ 6 mil, meu irmão tinha R$ 10 mil. A gente imaginava que o limite era US$ 10 mil, palavra de honra."O ex-prefeito disse que não perguntou a seu pai quanto levava. "Ele tem 75 anos e, por mais que a gente seja filho, ele é muito reservado", afirmou. Segundo ele, seu pai ficaria seis meses no Líbano para ajudar um irmão "que está doente". Madi calcula que seu pai levava entre US$ 20 mil e US$ 30 mil. Com os quatro familiares e os três conhecidos havia US$ 123 mil. Foram autuados por violação ao artigo 22 da Lei 7.492/86 (Colarinho Branco) e ficaram detidos por 40 horas.

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