Ex-ministro nega irregularidades em prestação de contas

Petista diz que Paulo Renato teve diária paga com cartão corporativo para sua namorada em 2001

EUGÊNIA LOPES E NÉLIA MARQUEZ, Agencia Estado

25 de abril de 2008 | 17h48

Em nota postada no site do PSDB, o deputado federal Paulo Renato Souza (SP) negou as acusações do senador João Pedro (PT-AM) que nesta sexta-feira, 25, em entrevista, afirmou existirem indícios de irregularidades na prestação de contas do ex-ministro da Educação nos anos de 2001 e 2002. Ele justificou a inclusão do nome da vice-presidente da companhia Vale, Carla Grasso, em duas notas fiscais de hospedagem pelo fato de ser ela sua esposa. Segundo o levantamento de João Pedro, o ex-ministro pagou hospedagem de Carla Grasso em pelo menos duas ocasiões, uma em São Paulo e outra em Minas Gerais. Veja Também: Entenda a crise dos cartões corporativos  'Estou preparada para ir a comissão no Senado', diz DilmaComissão rejeita convocação de Dilma para explicar dossiêOposição fura o cerco e Dilma terá de explicar dossiê no SenadoDossiê FHC: o que dizem governo e oposiçãoPF pede a governo dados sobre segurança da Casa CivilPF abre inquérito para apurar vazamento de dados de FHCDossiê com dados do ex-presidente FHC  Segundo Paulo Renato, foram registradas despesas de hospedagem em São Paulo em dois períodos: em 1995, quando se transferiu de Washington para o Brasil, e em 1999, na dissolução de seu primeiro matrimônio. No caso de hospedagens no Rio de Janeiro, ele justificou que só passou a residir na cidade em 2002.O ex-ministro da Educação do governo Fernando Henrique Cardoso também desafiou membros do governo Luiz Inácio Lula da Silva e o senador João Pedro a abrirem seus gastos com os cartões corporativos. "Reitero meu compromisso com a transparência, bem como o meu desafio ao Presidente da República, aos seus ministros e ao suplente de senador pelo PT do Amazonas, que me acusa, a tornarem públicos os seus gastos de representação", afirmou ele, no comunicado.

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