Ed Ferreira/AE
Ed Ferreira/AE

Ex-ministro do TSE vai defender Yeda de acusações

Eduardo Alckmin defenderá governadora do Rio Grande do Sul de suspeitas de caixa 2 em campanha

MARCELO DE MORAES, Agencia Estado

13 de maio de 2009 | 14h12

O advogado Eduardo Alckmin passa a responder a partir desta quarta-feira, 13, pela defesa da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, das acusações de uso de caixa 2, na campanha eleitoral de 2006. Alckmin é advogado do PSDB e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No encontro de duas horas, na manhã de hoje, com Alckmin e o advogado Eduardo Ferrão, Yeda Crusius entregou toda documentação da campanha. Sobre as acusações, a governadora disse que é "tudo mentira", "tudo calúnia".

 

Veja também:

especial Cronologia do caso Yeda Crusius

link CPI para investigar Yeda tem 10 assinaturas

link 'É tudo mentira. Jamais recebi R$ 400 mil', diz marido de Yeda

linkAlvo de acusação, Yeda encontra ex-advogado de Renan

 

Yeda disse que pretende cobrar provas concretas das denúncias de que ela teria recebido R$ 400 mil de caixa dois após as eleições para o governo do Estado. A governadora classificou as denúncias como requentadas e disse ter documentos que comprovam sua inocência. Ela informou que entregou hoje à Executiva Nacional do partido três documentos rebatendo as denúncias. O primeiro, segundo ela, comprova a legalidade da compra de sua casa. Ela também apresentou a prestação de contas da campanha que foi aprovada pelos órgãos de fiscalização.

 

O terceiro documento, segundo a governadora, comprova o falso testemunho do delegado da Polícia Civil Luis Fernando Tubino, que foi chefe da segurança do ex-governador petista Olívio Dutra, e foi responsável por uma investigação que supostamente ligava Yeda a lobistas. "A resposta está dada. Chega de atacar o Rio Grande do Sul e a governadora do Rio Grande do Sul com fatos que já foram comprovados."

 

Yeda se encontrou ainda com o presidente do seu partido (PSDB), Sérgio Guerra. Governadora negou que vá pedir ao governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), agilidade na conclusão do inquérito sobre a morte do seu ex-assessor, Marcelo Cavalcante, que de acordo com as primeiras investigações teria cometido suicídio.

 

Segundo reportagem da revista Veja desta semana, gravações feitas pelo empresário Lair Ferst, um dos acusados de participar dos desvios no Detran gaúcho, revelam que Carlos Crusius - marido de Yeda - teria recebido R$ 400 mil em espécie, supostas doações das fabricantes de cigarros Alliance One e CTA-Continental, das mãos do ex-assessor da governadora Marcelo Cavalcante. De acordo com a revista, as gravações mostram um diálogo entre Ferst e Cavalcante, assessor de Yeda entre 2002 e 2006 e coordenador de sua campanha eleitoral, encontrado morto em fevereiro, em Brasília.

 

Texto atualizado às 18h54

 

(Com Agência Brasil)

 

Mais conteúdo sobre:
denúnciasRSYeda

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.