Ex-ministro da Justiça Saulo Ramos é sepultado em SP

Foi sepultado na tarde desta segunda-feira, no Cemitério Cristo Redentor , em Brodowski (SP), o corpo do ex-ministro da Justiça José Saulo Pereira Ramos, de 83 anos. Ele foi advogado, jurista, escritor e fez parte do ministério do governo de José Sarney entre os anos 1989 e 1990. Também trabalhou com o ex-presidente Jânio Quadros.

RENE MOREIRA, Agência Estado

29 Abril 2013 | 18h05

Mais de 200 pessoas acompanharam o velório na Câmara Municipal e o sepultamento. Ramos foi casado três vezes e tinha apenas o filho Fernando Saulo Ramos, que contou que o pai estava internado desde dezembro do ano passado com problemas renais e de coração. "Seu maior legado foi deixar essa imagem maravilhosa da pessoa que foi", disse o filho.

Estiveram no velório o senador José Sarney, a prefeita de Ribeirão Preto, Darcy Vera, o presidente do conselho do Bradesco, Lázaro de Melo Brandão, ex-secretários estaduais, deputados e outros políticos. Sarney não saiu do lado do caixão até o fim do enterro. À Agência Estado, ele disse considerar Saulo Ramos "um dos maiores brasileiros do nosso tempo". Sarney afirmou que o amigo era um "intelectual muito inteligente e autor de uma obra magnífica, o poema ''Recado ao Caseiro''".

O senador também citou o livro de Ramos, "Código da Vida", em que narra passagens da política brasileira, como sendo uma grande obra. "Ele tinha uma personalidade extraordinária e, além do seu talento, era uma pessoa excepcional. Tinha uma grande amizade com ele e hoje para mim é um dia de grande sofrimento e não tenho nem palavras para dizer o que realmente sinto", afirmou Sarney.

História

Saulo Ramos conduziu a ação que decidiu pela cassação dos direitos políticos do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que acabou renunciando antes de sofrer impeachment. Ele também atuou na defesa de presos políticos durante a ditadura militar.

Ramos foi membro honorário e um dos fundadores da Academia Ribeirão-pretana de Letras. Para a presidente da entidade, Rosa Maria Cosenza, ele foi o maior nome da literatura de Ribeirão Preto. Estudantes de Brodowski fizeram uma homenagem no cemitério.

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