Ex-ministra tem eleitorado parecido com o de Aécio

Marina Silva (PSB) entra na corrida presidencial no mesmo patamar em que estava em outubro de 2013, e com eleitores de perfil muito semelhante ao que ela tinha então. Eles têm pouco em comum com os de Dilma Rousseff (PT). Assemelham-se mais aos de Aécio Neves (PSDB). A sobreposição com o eleitorado tucano acontece principalmente no Sudeste e entre aqueles com maior escolaridade e de renda média a alta. Esse deve ser o cenário da disputa imediata por votos entre Marina e Aécio.

O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2014 | 02h03

Em outubro de 2013, o Ibope mostrava Marina com 21% das intenções de voto, a mesma taxa encontrada agora pelo Datafolha. Antes como agora, é um eleitorado mais feminino, mais jovem, com mais universitários do que a média, e concentrado no Sudeste do país. É também o mesmo perfil de quem votou em Marina no primeiro turno presidencial de 2010.

As sobreposições com o perfil do eleitorado de Aécio não se dão em todas as frentes, mas em algumas das mais estratégicas para o tucano. Do Sudeste, por exemplo, Marina extraía em 2013 55% de suas intenções de voto. Na consolidação das duas mais recentes pesquisas do Ibope, Aécio tira 54% de seus votos da região. Já Dilma tem apenas 35% do seu eleitorado no Sudeste.

Fez-se a consolidação das duas pesquisas em uma base de dados única para aumentar o tamanho da amostra e, assim, a precisão dos cruzamentos. Isso só foi possível porque os resultados foram muito parecidos nas duas pesquisas.

Tanto Marina quanto Aécio têm mais dificuldades para entrar no Nordeste do que em qualquer outra região - justamente porque é o reduto onde Dilma tem a melhor avaliação de seu governo, onde há mais beneficiados de programas federais como o Bolsa Família e onde ela tem seus mais fiéis eleitores.

A batalha imediata entre Marina e Aécio deve ser disputada no Sudeste e entre os eleitores que passaram mais tempo na escola: os que concluíram o ensino médio e quem fez faculdade. São segmentos onde as taxas de branco e nulo estão mais altas e é por eles que os candidatos de oposição vão se enfrentar. / JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO, LUCAS DE ABREU MAIA, RODRIGO BURGARELLI e DIEGO RABATONE

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