Ex-ministra Erenice Guerra reaparece na posse de Dilma

Afastada da Casa Civil sob suspeita de envolvimento e montagem de um esquema de lobby dentro do Palácio do Planalto, a ex-ministra Erenice Guerra ressurgiu hoje na cerimônia de posse da presidente Dilma Rousseff. Toda de preto, com uma saia esvoaçante e uma bolsa vermelha, Erenice ficou na ala destinada a convidados especiais - e não a de ex-ministros de Estados - e foi efusivamente cumprimentada pela nova presidente da República.

MARIÂNGELA GALLUCCI E EUGÊNIA LOPES, Agência Estado

01 de janeiro de 2011 | 19h54

Acompanhada do marido José Roberto Camargo Campos, Erenice recebeu um longo abraço de Dilma, com direito beijo, mão na cintura e tapinhas no ombro. Ao fim, depois de tirar foto ao lado da presidente e do marido, Erenice acariciou a faixa presidencial. Assim como os filhos da ex-ministra, José Roberto também é suspeito de tráfico de influência na época em que era diretor de uma empresa de comunicações.

Quando deixou a Casa Civil no início de abril de 2010 para disputar a Presidência da República, Dilma indicou Erenice para ocupar sua vaga. As duas trabalharam juntas praticamente durante todos os dois governos de Luiz Inácio Lula da Silva, primeiro no Ministério das Minas e Energia e, mais tarde, na Casa Civil.

Dilma conheceu Erenice durante a formação do primeiro governo Lula. Desde então ficaram amigas. Antes das eleições de outubro, Erenice acabou sendo obrigada a sair do governo diante da suspeita de envolvimento em esquema de lobby. Antes das denúncias, ela era apontada como presença certa no governo de Dilma.

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