Ex-militares vão a desfile no DF para reivindicação

A segurança policial e militar do desfile do 7 de setembro foi surpreendida e teve de enfrentar logo cedo uma situação inusitada. Um grupo de mil pessoas ocupou, às 4 horas da madrugada, uma arquibancada quase em frente ao palanque presidencial e que estava reservada para autoridades e outras pessoas com acesso ao desfile por meio de convite especial.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

07 de setembro de 2011 | 12h06

As mil pessoas, que chegaram à capital vindas de 14 Estados, são familiares e ex-militares que integram hoje a Associação Nacional de Ex-Soldados Especializados da Aeronáutica (Anese). Eles ocuparam a arquibancada roxa do Eixo Monumental e não aceitaram ser tirados do local. A estratégia era ficar o mais perto possível em frente à presidente Dilma Rousseff para reivindicar a reintegração ao Comando da Aeronáutica.

Segundo Marcelo Lopes, que dirige a Anese em Brasília, os ex-soldados prestaram concurso para a Força Aérea e, no entendimento deles, deveriam continuar na carreira até o posto de suboficial. Em 2001, no entanto, 12.400 concursados foram dispensados. De lá para cá, os ex-soldados se organizaram na associação e pressionam o governo pela reintegração.

Apesar da pressão dos seguranças, o grupo, que veste camisetas amarelas pedindo a reintegração dos ex-soldados, não deixou a arquibancada roxa do Eixo Monumental, mas negociou a presença. Segundo Lopes, não haverá manifestações ofensivas à presidente. A documentação com a reivindicação da Anese está com Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República.

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