Ex-juiz Nicolau está preso na sede da Polícia Federal

A decisão é a pedido do Ministério Público Federal, que não soube informar qual seria o motivo da nova prisão

30 de julho de 2007 | 13h44

O juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto voltou a ser preso na última sexta-feira, 27, segundo informações da Polícia Federal. O ex-juiz Nicolau dos Santos Neto foi porque um laudo pericial concluiu que ele não tinha depressão grave.  Ele está detido na Custódia da Polícia Federal, na Lapa, zona oeste da capital.   A decisão é  a pedido do Ministério Público Federal, por decisão da juíza Paula Mantovani Avelino, da 1º Vara Federal Criminal do Estado.   Segundo nota do Ministério Público, o ex-juiz foi encaminhado a estabelecimento prisional de regime fechado após conclusão do laudo pericial, elaborado pela Coordenação de Saúde da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado, por uma equipe multidisciplinar, composta por assistente social, psicólogo, psiquiatra e uma médica clinica, que concluiu que não há depressão grave.   O advogado Ricardo Sayeg, que defende o ex-juiz, diz que irá recorrer da decisão. Em entrevista à rádio CBN, Sayeg disse que espera que seja permitido a prisão domiciliar, novamente, a Nicolau.   "Até traficante tem tratamento domiciliar, por que uma pessoa que tem a saúde comprometida não teria? Tenho segurança que conseguir o recurso, espero que consiga o habeas-corpus, como consegui das outras vezes", disse o advogado.   No dia 29 de maio, o Tribunal Regional Federal da 3a Região, de são Paulo, concedeu "habeas corpus" que permitiu a prisão domiciliar enquanto Nicolau permanecesse no quadro de depressão reativa grave e estivesse na condição de preso provisório. Com os novos laudos, fornecidos pela equipe multidisciplinar, tal depressão está descartada.   Nicolau foi condenado a 26 anos e 6 meses de prisão - sob acusação de ter desviado US$ 100 milhões das obras do Fórum Trabalhista de São Paulo. Os bens do juiz ficaram indisponíveis. Também foram condenados o ex-senador Luiz Estevão e os empresários responsáveis pela obra superfaturada, Fábio Monteiro de Barros Filho e José Eduardo Ferraz. Eles continuam soltos.   Em 2005, Nicolau  foi condenado a uma pena de sete  anos e seis meses de reclusão em regime fechado, pelo crime de sonegação fiscal. Ele já havia sofrido processo por sonegação do imposto de renda de pessoa física entre os anos de 1995 e 1999.   Texto atualizado às 15h15

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