Ex-governador vai à Justiça contra suplente de Renan

Lessa exige que José Costa esclareça denúncias de que ele teria participado de desvio de R$ 280 bi em Alagoas

RICARDO RODRIGUES, ESPECIAL PARA AE, Agencia Estado

25 de março de 2008 | 17h48

O ex-governador de Alagoas e presidente do Diretório Estadual do PDT, Ronaldo Lessa, entrou nesta terça-feira, 25, com uma interpelação judicial contra o advogado José Costa, primeiro suplente do senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Na interpelação, protocolada no Fórum da Justiça Estadual, Lessa exige que Costa esclareça as denúncias que fez contra ele e apresente as provas das acusações publicadas na imprensa.O advogado acusa Lessa ter se beneficiado de parte dos R$ 280 milhões desviados da Assembléia Legislativa. O desvio dos recursos da Assembléia é investigado pela Polícia Federal (PF), a partir da Operação Taturana, que indiciou mais de 80 acusados no golpe, entre eles 12 dos 27 deputados estaduais, incluindo o presidente afastado da Casa, Antônio Albuquerque (DEM).O ex-governador de Alagoas e presidente do Diretório Estadual do PDT chegou ao prédio do Fórum de Maceió acompanhado do advogado João Daniel Fernandes. Segundo Fernandes, a partir da notificação oficial, Costa tem um prazo de 48 horas para se explicar à Justiça. "No momento, estamos apenas pedindo esclarecimentos, somente depois é que iremos avaliar quais medidas serão tomadas", afirmou.No início da semana, o primeiro suplente de Renan declarou que seria uma temeridade Lessa processá-lo. "Ele estaria dando um tiro no pé porque vai chover denúncia da participação deles em atos desabonadores", afirmou Costa, que acusou, publicamente, o ex-governador de Alagoas e presidente do diretório estadual pedetista de ter sido favorecido também pelos recursos da renegociação das Letras Financeiras do Tesouro Estadual (LFTEs).ReeleiçãoA renegociação dos títulos públicos do Estado teria rendido ao governo de Alagoas cerca de R$ 500 milhões, em 2002, quando Lessa tentava a reeleição para o segundo mandato. Segundo o primeiro suplente, ele seria investigado pela PF porque, além de aumentar de R$ 4,5 milhões mensais para R$ 9 milhões o duodécimo do Legislativo, gastou dinheiro da renegociação das LFTEs e não prestou contas a ninguém.

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